Cardápio digital é o cardápio que o cliente abre no próprio celular, por um QR Code na mesa ou por um link que você manda no WhatsApp e deixa na bio do Instagram. Você muda preço e prato quando quiser, sem mandar imprimir nada de novo.
Este guia é pra dono de restaurante, lanchonete ou hamburgueria que quer sair do papel ou do PDF. Em poucos minutos de leitura você entende os tipos que existem, o que colocar em cada prato e como pôr o seu no ar. Se você já decidiu usar QR Code na mesa, leia também como o QR Code funciona na mesa.
O que é um cardápio digital, na prática
Pense no cardápio de papel, só que dentro do celular de quem está com fome. O cliente abre, olha os pratos, escolhe e, dependendo da ferramenta, já faz o pedido ali mesmo. Do seu lado, tudo fica num painel: você troca o preço de uma porção em segundos, tira do ar o prato que acabou e coloca o que saiu hoje.
Isso resolve três dores conhecidas. O cardápio de papel gasta e fica velho quando o preço muda. O PDF no celular obriga o cliente a dar zoom e arrastar a tela. E o cardápio mandado em foto pelo WhatsApp vira uma conversa comprida, que você repete o dia inteiro.
Os três tipos mais comuns
- PDF ou imagem. É o jeito mais barato e mais rápido de começar. Em compensação, o cliente precisa dar zoom, e toda mudança de preço pede um arquivo novo.
- Página com pedido. O cliente escolhe os pratos, monta o pedido sozinho e ele chega pronto pra você, sem ninguém digitar item por item no WhatsApp.
- Feed em vídeo. Cada prato é um vídeo curto, e o cliente desliza de um prato pro outro, do jeito que já faz nas redes sociais. É o formato do deliza, e ele também recebe o pedido.
Nenhum deles é o certo pra todo mundo. Se você vende poucos pratos e quase tudo por conversa, um PDF bem feito já ajuda. Se o pedido é o centro do seu movimento, escolha uma ferramenta que receba o pedido, e não só mostre os pratos.
O que não pode faltar
Seja qual for o tipo, o cardápio digital precisa de cinco coisas pra funcionar bem:
- Foto ou vídeo de cada prato. Ver o prato ajuda a decidir mais do que ler só o nome. Se você não tem tempo de gravar, dá pra transformar a foto do prato em vídeo com IA.
- Preço sempre certo. Como você muda o preço na hora, não precisa deixar um valor velho no ar.
- Descrição curta. O que vem no prato e pra quantas pessoas ele serve. Duas linhas bastam.
- Categorias simples. Lanches, porções, bebidas, sobremesas. Quanto mais fácil de achar, menos o cliente chama o garçom ou manda mensagem.
- Opções dentro do prato. Quando o cliente precisa escolher o tamanho, o acompanhamento ou se quer com ou sem salada, a escolha tem de aparecer antes de pedir. No deliza isso se chama opções do prato, e cada opção pode ter o próprio preço.
Um aviso: as informações do cardápio são de responsabilidade de quem vende. Preço, ingredientes, tamanho da porção e o que a lei exigir de quem serve comida, como avisar de ingredientes que costumam causar alergia, ficam por sua conta. A ferramenta mostra o que você escreveu.
Pedido e pagamento: o que conferir antes de assinar
Cardápio bonito que não recebe pedido é só uma vitrine. Por isso, antes de escolher uma ferramenta, faça três perguntas:
- O pedido chega pronto pra mim, num painel, ou eu ainda preciso copiar de uma conversa?
- Existe taxa ou comissão por pedido? Pergunte e leia a resposta por escrito.
- Onde o cliente paga? Se o dinheiro passa pela ferramenta antes de chegar em você, entenda quando ele cai.
No deliza, o pedido cai no painel, e o cliente paga direto ao restaurante, na mesa, na retirada ou na entrega. Na entrega e na retirada ele escolhe Pix, dinheiro ou cartão na maquininha. O deliza não recebe esse dinheiro e não cobra taxa por pedido.
Se você faz entrega, ainda tem a conta da taxa. É possível configurar quanto cobrar por faixa de distância e dar uma taxa própria, ou até avisar que não entrega, em cada bairro. E se a sua cozinha trabalha com papel, o pedido pode sair em cupom de impressora térmica, de 58 ou 80 milímetros.
Como fazer o seu, em cinco passos
- Liste os pratos. Nome, preço e uma linha de descrição. Comece pelos que mais saem; o resto você completa depois.
- Fotografe cada um. Perto de uma janela, com luz do dia, prato limpo e o fundo sem bagunça. Não precisa de câmera profissional, o celular dá conta.
- Escolha a ferramenta. Use as três perguntas da seção anterior e teste antes de se comprometer.
- Cadastre tudo e confira do lado do cliente. Abra o cardápio no seu próprio celular, como se fosse um cliente, e tente fazer um pedido de teste.
- Avise o mundo. Imprima o QR Code pras mesas, ponha o link na bio do Instagram e mande no WhatsApp da loja.
Quanto custa começar
No deliza, criar a conta e montar o cardápio não custa nada, e o teste grátis não pede cartão. Durante o teste a loja fica no ar, com até 10 mesas e vídeos em até 720p. Depois do teste, pra continuar visível para os clientes, é preciso assinar um plano mensal. Os planos e os valores atuais estão na página inicial, na parte de planos.
Uma coisa vale dizer com todas as letras: vídeo e foto feitos com inteligência artificial não fazem parte do teste grátis. Eles usam créditos, que vêm com o plano ou com um pacote avulso. Se você gravar os vídeos ou subir as fotos do seu celular, não gasta crédito nenhum.
Erros que atrapalham o cardápio
- Foto escura ou tremida. É a primeira coisa que o cliente vê.
- Preço desatualizado. Se mudou no caixa, mude no cardápio no mesmo dia.
- Prato que acabou e continua aparecendo. No deliza, a chave "No ar" do prato tira ele do feed até você religar. Melhor do que deixar o cliente pedir e levar um não.
- Cardápio enorme. Se você tem muitos itens, deixe em destaque os que mais saem e organize o resto em categorias.
Com o cardápio no ar, o próximo passo é decidir como o cliente chega até ele. Para a mesa, a resposta é o QR Code, e a gente explica o passo a passo em cardápio com QR Code: como funciona na mesa.
Perguntas frequentes
O cliente precisa baixar aplicativo?
Não. No deliza, o cliente lê o QR Code ou toca no link, e o cardápio abre no navegador do celular. Ele também não precisa criar conta pra pedir.
Cardápio digital cobra comissão por pedido?
Depende da ferramenta, então confira antes de assinar. No deliza não existe taxa por pedido: o cliente paga direto ao restaurante, na mesa, na retirada ou na entrega.
Serve pra quem só faz delivery?
Serve. Sem mesas, você usa só o link do cardápio, na bio do Instagram ou no WhatsApp, e pode configurar a taxa de entrega por bairro ou por distância.
Dá pra testar sem pagar?
Dá. No deliza, criar a conta e montar o cardápio não custa nada, e o teste grátis não pede cartão. Depois do teste, o cardápio só continua visível para os clientes com uma assinatura ativa.